"Libertando"-se para mais uma decisão!

Passaram-se os momentos de festa, euforia e o de um pseudotreinamento perante o fraco time do Macaé, ainda que jogando em seu estádio e ostentando, até então, o status de vice-líder de seu grupo na Taça Rio, ocasião essa em que nos demos ao “luxo” de disputar um jogo valendo classificação para as semifinais desse turno com um time mesclado entre jogadores considerados titulares e reservas. Muitos temiam pelo que pudesse acontecer nesse jogo e, em caso de novo insucesso, o velho medo de definitivamente, colocar em perigo nossa passagem às mesmas semifinais. No entanto prevaleceu, mais uma vez, a força de uma camisa e de um time que, ainda que mesclado, consegue ser muito melhor que seu oponente. Missão cumprida a mais de duzentos quilômetros de distância da capital!

Bastaram quarenta e cinco minutos de dois grandes jogadores inspirados para que o triunfo fosse encaminhado e para que pudéssemos começar a focar as atenções na partida que, realmente, todo torcedor vascaíno deseja uma vitória a qualquer custo, que será a próxima frente ao Alianza, em Lima no Peru. Juninho é o exemplo do jogador que o futebol lamenta que envelheça! Quando está bem fisicamente, demonstra toda sua técnica e, com ela, sua capacidade de liderança! Seu belo gol marcado no sábado só ratifica, mais uma vez, tudo aquilo que sempre soubemos que esse atleta é capaz! Em muito já cooperou e ainda coopera com nosso clube em campo! Exemplo de profissionalismo e de um jogador dedicado e identificado com clube e torcida.

Diego Souza, finalmente, saiu da “zona de conforto” após longo tempo acomodado sob ela. Já havia jogado bem no meio de semana durante o jogo festivo de Edmundo e, no sábado, foi ainda melhor nos quarenta e cinco minutos de bom futebol praticados por nosso time. De fato, a reintegração de Carlos Alberto ao elenco pode ter provocado nesse rapaz a sensação de que, agora, ele possui um concorrente à sua altura pela vaga no time principal. E Diego Souza, desde sua época de Fluminense, sempre passou a imagem de atleta que só joga sob pressão. Conforme dissera na semana anterior, quando está com vontade, consegue fazer a diferença para um time. Contra o Macaé, enfim, ele resolveu inspirar-se e comprovar o que se pensa a respeito de si.

Agora, "libertemo"-nos da festa e dos jogos mais fracos e voltemos a disputar uma partida que, realmente pode nos levar às projeções bem maiores do que o enfraquecido “carioquinha”, outrora atraente e hoje relegado a um modelo de disputa em que, por questões políticas, “entope-se” o campeonato de clubes sem a mínima condição de disputar em alto nível com os quatro maiores. Esqueçamo-nos, portanto, dos últimos dois jogos, pois nem Macaé, muito menos Barcelona de Guayaquil totalmente desfigurado não servem de parâmetro para projetar o possível desempenho do time em grandes disputas.



Alianza Lima vs Vasco – o que esperar?

Para esse jogo em especial, o espírito tem que ser guerreiro, de decisão mesmo. Pois é assim o espírito da Libertadores e o Vasco não pode pensar jamais que, por mais fraco que sejam os peruanos, luta e dedicação não irão faltar-lhes, ainda mais jogando em seu estádio e com sua torcida.

Portanto, o que a torcida deseja para o time é pegada aliada à técnica em campo. Que haja a mesma maturidade e o mesmo bom  futebol apresentados no segundo tempo frente ao Libertad do Paraguai em São Januário, e não a displicência com que enfrentamos o Resende na semana passada. Infelizmente, esse é o temor de nós, torcedores: tal como ano passado, nosso time é capaz de fazer uma partida belíssima em um jogo e, no jogo seguinte, esquecer o bom futebol outrora desempenhado. Nosso treinador, inclusive, é capaz de tender a “gênio” e, logo a seguir, tender a “asno”. Lógico que nosso pensamento deve ser positivo!

Sem dúvida, estando o time focado e determinado a jogar futebol, a vitória é plenamente possível, pois tecnicamente somos muito melhores do que o adversário. Particularmente, não penso que seja motivo de crise, mas há de se rever esse planejamento em que Juninho, mais uma vez, ficará fora de um jogo duríssimo fora de nosso país. Não sei se é pedido pessoal dele, não sei se é um acordo em contrato que ele tenha com o clube ou se é uma iniciativa da comissão técnica. Somente sei que, em condições normais, ele deveria estar presente, junto a esse grupo, ainda que fosse para somente acompanhar ou disputar somente um tempo ou parte dele.

Desejamos, além disso, que Diego Souza continue a fim de jogar futebol, pois chega de entrar em campo com somente dez jogadores na prática. E que seja Felipe nosso mestre amanhã em campo mais uma vez, tal como fora Juninho no último sábado! No mais, Prass, Fágner, Dedé, Renato Silva, Feltri; Rômulo, Allan, Felipe, Diego Souza; William Barbio (ainda que chute pessimamente, mas com Éder Luís fora de sua melhor forma física, tem que ser ele o escalado a cumprir o mesmo papel) e Alecssandro seria meu time para esse prélio. Aliados ao fator sorte poderemos até, no melhor caso, sairmos classificados do Peru, o que nos faria jogar com mais tranqüilidade o último jogo, em Montevidéu, sem a pressão de ter que vencer a qualquer custo ou, ainda, arrancar um empate em meio a uma possível “guerra” que o Nacional poderá armar, em caso deles jogarem a classificação nesse jogo também.

E é justamente nesses momentos que nos reportamos e que lamentamos o mau desempenho que tivemos sobre o mesmo Nacional em nosso jogo de estréia. Estivéssemos em uma noite mais inspirada – time e técnico – seriam mais três pontos nesse momento, o que não nos obrigaria a jogar com tanto afinco como teremos que jogar na próxima terça-feira. Portanto, é a famosa “lei da compensação”: perdemos em casa, temos que reaver esses pontos fora, agora. Deve ser assim e, com fé em DEUS e em nossos atletas, haverá de ser!



Juninho e Edmundo

Ambos foram decisivos para a campanha vitoriosa de nosso clube em 1997, naquela inesquecível campanha no Campeonato Brasileiro em que, muito mais do que sagrarmo-nos campeões, tivemos Edmundo rompendo com o, até então, recorde de gols marcados em um só campeonato (que na época era de Reinaldo!) e o revide da eliminação que sofrêramos cinco anos antes, em 1992, diante do urubu em situações semelhantes e com o mesmo modelo de disputa. Por essa razão, confesso-lhes, sem medo de errar, que esse foi o campeonato mais marcante para mim dentre os três brasileiros (1989, 1997 e 2000) que vi nosso clube vencer.

Edmundo depois saiu do Vasco – aliás, já o iniciara negociado com o Fiorentina, da Itália, e Juninho prosseguiu no clube. Foi titular e um dos grandes articuladores das jogadas de meio-de-campo nos times campeões da Libertadores e Carioca em 1998, da Copa Rio-São Paulo em 1999 e do Brasileirão e da Mercosul em 2000. Debutou em cinco frentes, todas “graúdas”, obteve êxito, além de outros títulos perdidos, porém disputados até a final. Retornou no meio do ano passado e ainda, com sua idade avançada, é capaz de muito produzir para nosso time. Obviamente, não consegue disputar em alto nível a todos os jogos, razão pelo qual reveza-se com Felipe no time principal, mas sua contribuição continua, não só tecnicamente como em experiência, liderança e referencia para os mais jovens do grupo.

Surgiu, então, uma discussão “sadia” no último sábado por uma das redes sociais sobre quem teria, ao longo da história, dado maior parcela em contribuição para os títulos conquistados em nossa história de quinze anos para cá: Juninho ou Edmundo? Sem querer polemizar e respeitando a quem discordar de mim acredito que, ainda que Edmundo tenha uma profunda identificação com nosso clube e torcida – muitos consideram-lhe como maior ídolo da história recente do clube,  Juninho foi mais efetivo do que Edmundo, principalmente por ter estado presente em cinco títulos que conquistamos entre 1997 e 2000, ao passo que Edmundo somente esteve presente em um, que por sinal foi bem marcante para todos, conforme já comentara.

Alimentando essa discussão para o lado positivo, convoco a você, companheiro leitor, para interagir comigo! Mande-me por e-mail quem foi mais efetivo em nossas conquistas mais recentes e o porquê de seu pensamento: Juninho ou Edmundo. Divulgarei o resultado da votação em minha próxima coluna e darei créditos a um dos argumentos em favor de Juninho e outro em favor de Edmundo!



Obrigado e Parabéns, Edmundo!


Considero-me, desde já, um grande privilegiado em poder dar os parabéns aos craques da história recente que marcaram seus nomes em conquistas memoráveis de nosso clube por esse canal de comunicação justamente nos dias em que eles aniversariam e que coincide com o meu dia de publicação de minhas matérias ou, no pior caso, no dia seguinte a seus aniversários! Assim foi no início de ano com Romário e Juninho, no qual homenageei ambos em http://www.supervasco.com/colunas/ha-coisas-que-o-dinheiro-nao-consegue-comprar-atualizada-2157.html ! Agora, nosso querido ídolo Edmundo, que completa mais um ano de vida hoje!

Não vou me tornar repetitivo: sobre o que penso da histórica noite de 28 de março de 2012, eu publiquei na quinta-feira passada em http://www.semprevasco.com/blog/blog.php?id_artigo=869 ! Edmundo, sem dúvida, mereceu as nossas homenagens! Foi decisivo para nós e creio que, sem ele, não teríamos conquistado o Campeonato Brasileiro de 1997. Afora isso, aprendi que não é somente títulos que identificam o atleta com o clube: há outras coisas mais, tal como demonstrações públicas de afeto e de carinho pelo pavilhão, o que para grande torcida do Vasco é inesquecível! Senão vejamos: por que Romário, por exemplo, que conquistou mais títulos com nossa camisa não é reconhecido como ídolo tal como Edmundo é reconhecido pela maioria?!

Portanto, a Edmundo, mais uma vez: obrigado por tudo! E parabéns por mais um ano de vida!



O retorno do ex!

Após mais de três anos sem presenciar a um jogo do Vasco, eis que reaparece nosso ex-Presidente acompanhando o mesmo jogador que, hoje se diz amigo e merecedor de homenagens e que, no entanto, dissera outrora em 2005 que jamais o contrataria de volta ao Vasco, quando o mesmo ainda jogava no Figueirense.

Para mim, atitude mais do que normal sua presença, pois entre acertos e erros, tratou-se de um dos Presidentes da história do Vasco que se fez representar como Presidente do Conselho de Beneméritos em um jogo de despedida de um ídolo da torcida e que surgiu em seus tempos de vice-Presidência de futebol. Democracia é assim que se faz: cada um respeitando a si, seu espaço e o do próximo também, conforme deve ser.

No entanto, apenas o fato lamentável foi uma pequena discussão entre associados em favor do ex-Presidente e outros que apóiam a atual gestão que ocorreu durante o jogo nos corredores das sociais do estádio. Discussão inócua, nada produtiva e que, em nada, faria mudar os pensamentos de quem defende um ou outro lado. Bom seria se os mesmos esforços imputados para eternizarem essa “rinha política” fossem revertidos em pró-ações ao clube.



Reforma do estatuto

Na última quinta-feira, iniciaram-se as conversas para revisão do atual estatuto do Club de Regatas Vasco da Gama. A comissão responsável reuniu-se e, pelo cronograma elaborado, a reforma deve ser votada em abril de 2013, ou seja, daqui a um ano.

Uma das reformas no qual sou plenamente a favor é a eleição do Presidente e do conselho deliberativo através do voto direto. Só para que entendam melhor: atualmente, o primeiro colocado nas eleições dos associados elege 120 conselheiros. O segundo colocado elege 30 conselheiros. Todos se juntam a um conselho formado por mais 150 grandes beneméritos natos e elegem o novo Presidente em um pleito que participam as duas chapas primeiras colocadas nas urnas através dos votos dos associados. Com isso, a eleição direta ceifaria, de vez, tratativas politiqueiras de cooptar uma parte do grupo de conselheiros natos em favor de votar-se em um candidato segundo colocado para tentar se reverter a decisão que a maioria dos associados deposita nas urnas, conforme já ocorrera em tempos atrás.

Fazendo o viés da questão, sou totalmente contra a proposta, caso venha, do clube empresa. Acredito que o clube deva ser gerido profissionalmente, mas sem fins lucrativos e respeitando suas tradições e raízes. Assim como existem clubes mal geridos de forma amadora, existem empresas mal geridas de forma profissional, e portanto, não creio que seja a solução de todos os problemas de dívidas e de exploração mal feita das marcas a transformação do clube em empresa. Vide os exemplos dos clubes bem geridos profissionalmente e que, para tanto, não precisaram virar empresas com fins lucrativos.

Outras opiniões e informações eu comprometo-me a trazer-lhes ao longo do tempo e de nossa interatividade.



O retorno de um guerreiro!

Na semana passada, lamentei profundamente ao fato de um dos componentes do Projeto em favor do Rugby 2016 e da revitalização do entorno de São Januário tivesse decidido se afastar da causa por motivos de DESGASTE com a passividade da atual direção que não demonstra publicamente qualquer ação em favor da confirmação de São Januário como sede olímpica para essa modalidade.

Lamentei ainda, conforme tenho feito de forma constante, pela falta de iniciativas maior de nossa atual diretoria no que diz respeito às jogadas de divulgação da marca Vasco e outras iniciativas que têm sido relegadas ao longo do tempo e no qual toda torcida gostaria que, a elas, fossem dadas maiores demonstrações de proatividade.

Graças a DEUS, uma ótima notícia surgiu na última terça-feira! Segundo publicado pelo companheiro André Pedro em http://www.webvasco.com/social/colunas/andre-pedro/185-rugby-metro-e-revitalizacao-do-entorno.html , o secretário de esportes Júlio Lopes esteve reunido com nosso vice-Presidente de Esportes Olímpicos e Responsabilidade Social, José Pinto Monteiro, tratando da integração do metrô de São Cristóvão para São Januário, o que se considera como mais um passo importante para a homologação do esporte no estádio.

Diante desses fatos novos, esse companheiro anunciou sua retomada ao projeto, conseqüentemente, a de seus esforços para que a carta de intenções assinada pelo clube e COB em 2010 possa prevalecer e que São Januário seja, realmente, palco do Rugby. Sem dúvida em retorno de marca, essa divulgação será muito importante para o clube e, refletindo nessa razão, nosso companheiro está de volta, junto a sua equipe lutando para que os ganhos a essa causa para nosso clube possam se concretizar em um futuro bem próximo!

Em síntese: o Vasco só tem a ganhar com isso, no futuro! Ainda tenho esperanças, inclusive, que nossa diretoria possa ser menos morosa e mais proativa, espelhando-se em pessoas que não são políticas, mas que lutam pelo Vasco forte acima de tudo!



O “gato” Baiano

Sobre esse desagradável assunto, vou repetir minha opinião que postei em uma das redes sociais: NENHUM clube brasileiro está isento de ser ver diante de um caso como esse. Não acredito, no entanto, que eles bem como seus representantes sejam tão inocentes nessas histórias conforme muitos pensam.

Todos relegam a culpa para a parte mais fraca (atleta), ele é suspenso por um período de tempo, pega uma pena leve na esfera criminal (se pegar), ninguém comprova nada do envolvimento de terceiros nessa prática, todos saem ganhando e vida continua, até o surgimento de um novo caso. Com isso, um atleta joga irregularmente a competição internacional, por ela vence e nada demais acontece sequer ao país no qual representou, que por sua vez se isenta de culpa e por aí vai...

Enquanto a própria FIFA não tomar medidas mais duras como, por exemplo, eliminar um país que não tenha uma legislação capaz de investigar mais a fundo e punir com mais rigor casos como esses de uns três ciclos de disputas de competições internacionais diversas (doze anos), os países continuarão a não coibir esses casos como merecem ser coibidos.



Para refletir...

Quando eu falo que estamos, ainda e há muito tempo, mal representados nos bastidores do futebol, nas federações, no acompanhamento de certos trâmites burocráticos de uma forma geral, não é para atingir a ninguém muito menos à nossa amada instituição: é para que as pessoas “acordem” e vejam que o futebol atual deve começar a ser ganho fora de campo também, e provas cabais nós já tivemos e sentimos na pele.

Então, vai aí mais uma pergunta para reflexão: dos quatro grandes clubes do futebol carioca, somente o Flamengo não jogou nem em Moça Bonita, nem no Aniceto Moscoso e nem no Godofredo Cruz. Ao contrário do clube da Gávea que só joga em Macaé, Volta Redonda ou no Engenhão, Vasco, Fluminense e Botafogo tiveram que jogar, pelo menos, uma partida em um desses três estádios ao longo da competição. Por que será...?

Cristiano Mariotti

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cristianomariottiMestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI, é colunista do portal supervasco.com. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adotou São Januário como segundo lar e leva a cruz-de-malta no peito desde que nasceu.