Cristiano Mariotti

cristianomariottiMestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI, é colunista do portal supervasco.com. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adotou São Januário como segundo lar e leva a cruz-de-malta no peito desde que nasceu.

 



Colheita maldita!

 

Roberto Dinamite
Crédito da foto: Uol Esportes

Há momentos em que nosso discurso torna-se cansativo, repetitivo e que nada acrescenta em novidades para quem nos acompanha toda semana. São sempre as mesmas críticas, os mesmos avisos, os mesmos erros que enxergamos e que tanto irritam a nós, torcedores, ao ponto do estimado leitor pensar que não temos nada de bom que possa ser descrito e que nós, supostamente, gostamos de profetizar a chegada do “Apocalipse Vascaíno”. Isso a cada semana, a cada novo vexame dignos dos tempos em que essa mesma diretoria outrora oposição tanto criticava. Vide os exemplos para XV de Novembro de Campo Bom (2004) e Baraúnas (2005) e o exemplo do que ocorrera nesse último domingo e, coincidentemente, pelo mesmo placar. Ou seja: novos são os tempos, velhas são as práticas. Em ambas as épocas, a evidenciada falta de DIGNIDADE e de VERGONHA na cara de quem nos comanda.

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Tesômetro zerado!

 

Tesômetro
Crédito da foto: Cristiano

“O Vasco joga hoje como se estivesse cumprindo uma obrigação de estar em campo” (Júnior, comentarista esportivo da Rede Globo).

Foi com essa frase que Júnior definiu a apatia e mediocridade do time do Vasco após tomar o gol diante do Corínthians, no último sábado, e sequer ter força para reação necessária. O que mostra, claramente, algo que aparenta há tempos e que, a cada jogo, se torna ainda mais latente: falta de vontade em defender às cores do clube. Jogadores fracos e desanimados, reflexos de uma diretoria que há tempos desestruturou ao departamento de futebol e desmanchou seu plantel, de forma passiva e sem a devida competência e planejamento para repor à altura. 

Sobre a mídia em especial, é até curioso um comentarista esportivo que deveria ser apartidário – tal como TODA imprensa de forma geral – de política clubística como Sr. André Lofredo (ao meio da transmissão do jogo Vasco 1 vs 2 Internacional) tentar justificar a falta de competência da diretoria administrativa do Vasco com o velho discurso de “dívidas anteriores”, sem mencionar outras tantas que a mesma foi capaz de fazer, trazendo-nos inclusive em uma dessas ao vergonhoso fato de faltar água em nosso estádio e ao não recolhimento de impostos que fizeram com que as cotas da Eletrobrás, até hoje, fosse retirada via manobra de se atrasar salários e recorrer-se ao sindicato dos clubes. Ao que me consta, Lofredo sequer é vascaíno e tampouco acompanha o balanço patrimonial e os trâmites internos do clube para que pudesse explanar algo daquele tipo, iludindo ao torcedor e tentando ainda ser um dos únicos “soldados de infantaria” da imprensa esportiva a “blindar” um Presidente aclamado outrora e que, de uns tempos para cá, preferiu o absolutismo presidencial a cercar-se de pessoas competentes, tal como estava e que por elas sustentava-se no poder de forma imune. 

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Eu abro mão! E os senhores?!

 

"Eu abro mão!"
Crédito da foto: Cristiano

Poderia começar com a afirmação clássica de que “o dia em que o Vasco for unido, ele será invencível”. Mas prefiro remetermo-nos a uma reflexão muito mais profunda sobre esse tema. Pois para haver união, há de se relegar uma série de coisas em favor de uma causa. No Vasco, não é diferente. Os tempos passam, mas as pessoas teimam em não enxergar o óbvio da questão: JAMAIS haverá união, pacto, trégua, conciliação de interesses ou seja lá como o estimado leitor quiser chamar enquanto interesses pessoais, separatismo, sentimentos de revanchismo, de vaidades, política de centralização de poder e desrespeito ao que é a instituição e à sua história estiverem acima dos interesses do clube. Na verdade, o Vasco não precisa de filosofias desse tipo que, a cada dia que passa, tornam-se utópicas. O que o Vasco precisa é de pessoas sérias que queiram defender a instituição e trabalhar, dar seu suor arduamente por ela, colocando-a acima de qualquer outro interesse que não seja pró-Vasco.

A história registra

Na década de 1980 entre os anos 83 e 85, Calçada era o Presidente, após ter vencido uma eleição sobre Eurico Miranda em 1982. Durante seu triênio de mandato à frente do Vasco, o clube estava em situação muito difícil, semelhante à que se encontra hoje em dia, com direito a corte de serviços de telefonia. Ambos tinham claras e interessantes propostas para o Vasco, tendo em Calçada a preocupação com o patrimônio do clube como seu ponto alto e em Eurico a preocupação com a força e representatividade do clube perante a mídia esportiva nos mais diversos esportes: futebol, em especial. A matéria que segue adiante mostra o relato das eleições vascaínas do dia 12 de novembro de 1985, reportagem publicada pelo Jornal do Brasil.

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