Cristiano Mariotti

cristianomariottiMestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI, é colunista do portal supervasco.com. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adotou São Januário como segundo lar e leva a cruz-de-malta no peito desde que nasceu.

 



Via de mão dupla ou eterna falácia?

 

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Crédito da foto: SuperVasco

Os debates sobre a questão da profissionalização dos clubes de futebol tomaram contornos acalorados dentro do Vasco nessa atual fase de crise institucional. A verdade é que não é de hoje que os clubes cariocas – todos eles, assim como o Vasco (devedores de altas quantias financeiras, desestruturados em relação a outros clubes de estados até mesmo sem a mesma expressividade do Rio de Janeiro e possuidores de um alto número de credores) debatem a respeito desse tema.

Por incrível o quanto possa parecer, já na década de 1980 os antigos dirigentes, muitos deles famosos, já se mostravam preocupados com todas essas questões. Em reportagem trazida ao grande público pelo jornal O Globo, em 03 de novembro de 1985, tais dirigentes já tratavam a respeito do “fracasso no futebol”. Muitos pontos que parecem novidades para muitos jovens que acompanham futebol faz pouco tempo já eram repercutidos na época: calendário exaustivo, falta de infraestrutura adequada para abrigar aos atletas, salários incompatíveis com os recebíveis dos clubes, federações mais preocupadas em se tornarem “feudos” com Presidentes a se perpetuar satisfazendo a vontade de muitos clubes que nada arrecadam em detrimento dos poucos que realmente fazem o público ir ao estádio, assistir TV e consumir aos produtos de suas valiosas marcas; e a eterna discussão do profissionalismo na administração do clube. Abaixo, segue a reportagem que mostra o depoimento do ex-Presidente Agathyrno Gomes, que lembra da necessidade da formação de dirigentes profissionais focados no ramo esportivo.

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Lamentar ou trabalhar?

 

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Crédito da foto: SuperVasco

O título mundial conquistado pelo Corínthians nos serve como exemplo de modelo vencedor a ser seguido. Por mais que tenhamos enormes críticas quanto ao seu tratamento no submundo dos bastidores do futebol (arbitragem brasileira, inclusive), é bem verdade no entanto que nada é por acaso, e sim, fruto de um grande trabalho de reestruturação e profissionalização em todo seu balneário que não pode ser meramente desprezado, e sim, servir como referencial aos que têm o mínimo de inteligência e boa vontade para segui-lo. 

Contra fatos, não há argumentos: cinco anos após o rebaixamento, o Corínthians conquista títulos inéditos, arrecada as maiores verbas em bilheterias, possui uma ótima gestão de marketing, jurídica e fiscal que lhe dá suporte a um desenvolvimento sustentável, possui a torcida e toda a mídia cooptada pela credibilidade passada durante todo esse doloroso processo e, com muita justiça, chega ao ápice. 

Por outro lado o Vasco, em especial, volta ao seu estágio muito semelhante ao encontrado no começo do ano da série B, em 2009. Discute-se muito, resolve-se quase nada. Ao contrário dos gaviões, adota discursos de apequenamento e regride em sua gestão, com trâmites operacionais morosos, marketing com plano de sócios estagnado, departamento jurídico que não provê suporte e a eterna crise financeira mal resolvida. De forma antagônica, os resultados são muito claros: enquanto um é campeão do mundo o outro poderá lutar para não cair em 2013, ao que se desenha no cenário atual.

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Lições que a história registra!

 

Vasco Campeão Carioca 1987
Crédito da foto: SuperVasco

Feliz todos nós fomos pelos resultados obtidos por nosso amado clube durante a década de 1990, principalmente! Falo dela em especial porque tratou-se da época de minha adolescência, quando a cada dia mais amava a clube do coração de meus pais, de minha família no geral e que fui conduzido a torcer e a me orgulhar por cada conquista, por cada gol, por cada emoção vivenciada! Período mágico que me leva à nostalgia até hoje, porém não me canso de parar e me transportar para aqueles tempos, em que fôramos todos muito felizes!

Estudava na escola pública naqueles tempos. Aliás, com exceção da minha graduação, sempre estudei em instituições públicas. Naqueles tempos, mais especificamente no ano de 1987, minha vaga lembrança me faz reviver que, com oito anos de idade, estava eu lá acompanhado de meus pais nas antigas cadeiras azuis do “maior do mundo” – Maracanã. Naquela tarde, algo de especial estaria por acontecer. Obviamente, não entendia muito de futebol, a não ser algumas palavras que meu pai e minha mãe me faziam repetir constantemente: “Roberto”, “Romário”, “Geovani”, “Acácio”... e quem disse que eu, criança, precisava as entender?! Bastava sentir, se emocionar, vibrar com a vontade que DEUS nos deu! 

Mas foi um nome em especial que naquela tarde nos fez explodir e à toda uma nação contra um time em vermelho e preto que, desde quando criança, aprendemos a rivalizar e a nos opor como “inimigos número um”. Claro que no campo da esportividade, pois no apagar das luzes e no transcorrer da vida, a mesma continua e muitas das pessoas que são, hoje, opostas a nós no Maracanã, hoje mesmo ou no dia seguinte estão ao nosso lado, encarnando-os ou sendo encarnadas por nós pela vitória – mais uma – de nosso time! Voltando à esse nome em especial que marcou aquela tarde de domingo: não era muito conhecido para mim, pois não era dos nomes que meu pai e minha mãe me faziam repetir com frequência. Mas pouco importa: os sentimentos maiores de alegria e emoção são os que valem no momento de festejar. Palavrinha pequena, quatro letras apenas: Tita! Parecia “Tia” ou “Tio”, designação que damos, quando crianças, aos mais velhos que nos educam e que nos acompanham! “Tio” Tita, então, para mim! Fez uma nação toda explodir e festejar a mais um título sobre o arquirrival que ficava vermelho de vergonha de tanta bordoada que tomava do time da cruz-de-malta naqueles gloriosos tempos! No final, campeão! Ali mesmo, mais uma palavrinha, agora, que meus pais me faziam repetir e levar para a escola no dia seguinte: “CAMPEÃO”!

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