Cristiano Mariotti

cristianomariottiMestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI, é colunista do portal supervasco.com. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adotou São Januário como segundo lar e leva a cruz-de-malta no peito desde que nasceu.

 



Quando rompimento significa crescimento!

 

Enfim, terminou a agonia da torcida em um campeonato que teria tudo para ser nosso ou, no pior caso, para que disputássemos o título ponto a ponto com o Fluminense e demais times que se sustentaram nas primeiras colocações por quase todo o certame. Na verdade, foi somente para nós nesse momento uma pausa para respirarmos e colocarmos o coração em repouso, ao menos de Vasco da Gama, até o próximo mês de janeiro e o início de mais uma temporada. Óbvio que terminar o ano em quinto lugar vencendo nosso maior rival ideológico (e campeão) de momento, ainda que seja um jogo com dos dois times muito desfigurados, é sempre muito bom, mas não serve de parâmetro para dizer que dias melhores para nós hão de vir. 

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Sem tapar o Sol com a peneira!

 

Romario e Jhon Cley
Crédito da foto: Facebook Oficial do Romario

A vitória construída pela mescla entre os jovens vascaínos com alguns poucos experientes que voltaram a demonstrar, depois de muitos jogos, seus valores (Fernando Prass e Nílton, especialmente) deve ser encarada como mais uma chance de se consertar um grave erro cometido em um passado recente. Antes relegados à condição de terceiras ou quartas opções por profissionais que estavam em São Januário, até mesmo alguns com grandes chances de evadirem-se (Cícero, atacante, foi um exemplo), os meninos da colina ensinam aos muitos dos apaniguados “medalhões” o que é respeitar a camisa que vestem. Sem muito brilhantismo em seu futebol, porém, com brilhantismo em seus olhos, esses jovens talentos resgatam as raízes de uma instituição que há mais de quatro anos fecha espaço para formação e aproveitamento dos mesmos, colocando até pouco tempo pessoas despreparadas para gerir o que deveria ser, desde o primeiro dia dessa gestão, uma prioridade para um clube como o Vasco, sem dinheiro no cofre e endividado. Dão uma resposta à altura para quem estava, para os que estão e aos que chegarão em breve. 

Com certeza, os “sanguessugas” devem estar com muita vergonha nesse momento. Não pela vitória em si que nada significa mais nesse atual campeonato, mas por ganharem muito, reclamarem demais e jogar de menos. Fosse o futebol um esporte em que se ganha por produtividade, haveria MUITO jogador do plantel atual a dever para o Vasco, bem como outros que passaram pela Colina e que se tornaram credores. Desde o momento em que a derrocada nesse campeonato iniciou-se, escrevera bem lá atrás que havia jogador desmotivado, “sugando” em campo de quem queria alguma coisa. Seja pela falta de comando em uma instituição ainda muito desorganizado como o Vasco ou pelo atraso nos salários. O que para mim , NÃO SERVE como desculpa, e SEMPRE defendi essa tese: não está a fim de jogo, não entre em campo! Seja digno e honrado consigo mesmo e diga a verdade, mas não deixe com que a história e tradição do Vasco, ao menos em campo, passe tamanha vergonha dessa sequência imperdoável de derrotas, devendo-se tal fato a uma mistura de falta de comando fora de campo com falta de técnica e de vontade de MUITOS dentro da relva.

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As migalhas ao invés do banquete!

 

Contente com migalhas?
Crédito da foto: SuperVasco

Honestamente, não estava em minha pretensão escrever algo sobre Vasco ao final dessa rodada sem graça e marcada por mais um título do rival tricolor inescrupuloso fundido à empresa do plano de saúde que lhe dá suporte para conquistar títulos. Mais triste ao saber que, ao cumprirmos nosso papel, mais uma vez por questão de dignidade e respeito a nós mesmos e à nossa belíssima história, acabamos cooperando indiretamente para que seu feito se concretizasse mais rapidamente. 

Na realidade, não fomos nós que pusemos a taça nas mãos deles. Verdade seja dita: a torcida do Fluminense NÃO tem culpa de ver seu clube alcançando vitórias, títulos e glórias “somente porque” possui uma empresa que lhe dá aporte para tudo isso. Até mesmo porque NÃO é somente por isso que o Fluminense foi campeão, e sim, por além disso eles terem sabido amadurecer uma gestão que antes se preocupava somente em gastar por gastar e que, hoje, gastam estrategicamente e sabem aplicar em patrimônio e na formação de novos atletas, arrecadando também com suas vendas recentes. Estivéssemos no lugar deles, endividados mas com dinheiro advindo de uma empresa e com um diretor-executivo (aquele mesmo que nosso Presidente NÃO FEZ muita questão em segurar no final do ano passado, lembram-se dele?!), estaríamos comemorando da mesma forma, com o mesmo orgulho, cantarolando em “verso e prosa” e sacudindo essa cidade, ostentando o já conhecido velho discurso que hoje, particularmente para mim, soa como uma demagogia de que “o sentimento não pode parar”. Como aliás, jamais parou pelo menos para mim...

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