Cristiano Mariotti

RESPEITO: é o mínimo que o Vasco merece!

falácia
Crédito da foto: cristiano

A declaração de positividade de nosso técnico Marcelo de Oliveira após o jogo contra a Ponte Preta de que o Vasco fez “pouco para quem briga pelo título” serve muito mais para mostrar para nossa torcida de forma correta de que seu pensamento é de vitória e de estar no topo, contrastando com o pensamento de nosso interino de outrora que chegou a declarar que “DEUS castiga a quem está de barriga cheia”. No entanto, em nada acrescenta em termos de ânimo e nem traduz firmeza de pensamento em estar no topo à parte majoritária da torcida. Ao menos agora. Constrasta, inclusive, a MUITOS que nos representam e que parecem estar menos preocupados com isso nesse atual momento e muito mais preocupados em outras questões extracampo, fruto de seus próprios erros plantados ao longo de um ano de esperança de vitórias que tomou contornos decepcionantes agora.

Repercute como fantasia nesse momento acharmos que o sonho do título sobrevive ainda. Para mim, já escrevi que não. Bem como é fantasia crermos que Marcelo de Oliveira com seu estilo vai reconstruir em tão pouco tempo tudo aquilo que deixou de ser plantado por seu antecessor. Repercute como falácia promessas nesse momento, seja de quem for que se atreva a fazer, pois o clube no geral vive sob incertezas, tal como fora o primeiro semestre de gestão de Roberto Dinamite em 2008.

O Vasco joga suas esperanças com o que lhe restou de time, com claras deficiências em ambas as laterais do campo, sem jogadas em profundidade por conta disso e com a péssima fase de jogadores que fizeram um dia a diferença, tais como Felipe (que se mostra a cada dia menos disposto a estar no Vasco) e outros úteis como Éder Luís, por exemplo, em concomitância com a carência de jogadas agudas pelos lados do campo. Thiago Feltri, por exemplo, mesmo que não seja um primor de jogador é melhor do que William Matheus, por exemplo, e ainda assim nenhum dos dois é jogador para Vasco. A mesma regra aplica-se para Auremir e Jonas, esse último conseguindo desempenhar pior papel do que o jovem que nem lateral é de origem.

A considerar o banco de reservas contra a Macaca, logo se repara o reflexo de um tsunami de incompetência que levou embora consigo, pouco a pouco e ao longo do tempo, a base de um plantel que poderia ter como ápice o título brasileiro se fosse mantida. Pois a cada jogo horroroso que eu vejo nesse atual campeonato de times sem qualificação, essa é a sensação que me dá: mesmo que carecendo de determinados jogadores para compor, um dos melhores elencos do Brasil no papel mapeado pelo diretor-executivo que ganhou recentemente um prêmio de melhor gestor – prêmio que A ELE faz parte e não a alguém que andou em discurso falacioso tomando o prêmio para si mesmo - era o Vasco da Gama pré-debandada. 

E dada a reparável decadência do Atlético-MG, éramos nós que disputaríamos o título com nosso principal rival na atualidade que é o Fluminense, a cada dia mais com jeito de campeão, infelizmente. Isso, sim, não é conversa fiada: é realidade e que, agora, de nada mais adianta lamentar, a não ser como sugeriu meu companheiro Vítor Roma durante a semana “cravar na pedra” e tentar o melhor possível com o que nos restou.

O fim do sustentáculo, tal conforme outrora havia alertado, que fantasiava a torcida durante esse ano com “quase” resultados oriundos de um time “quase” pronto para ser campeão, dirigido por um “quase” técnico e na direção de futebol com um “quase” diretor que “quase” comporia um colegiado em discurso que jamais se formou nos traz à realidade: lutar com todas as forças por essa vaga no grupo da Libertadores. O que a mim, também, não me dá firmeza de que ali permaneceremos, em face a mais uma atuação pífia de um time às voltas com inúmeros problemas extracampo – falta de salários, inclusive.

O "perigo" do G-4

Mauro Segadas, hoje com todo o respeito à todos os demais para mim o melhor colunista do Blog da Colina, escreveu muito bem nos lembrando em seu texto da última semana de que o G4 é fantasioso, pois o quatro colocado desse campeonato ainda dependerá de que o campeão da Copa Sulamericana não seja um brasileiro, o que lhe tomaria essa vaga na Copa Libertadores de 2013.

O mais correto é reunir todas as forças e, mesmo que com todos esses problemas, partir para superá-los dentro do possível e almejar o terceiro posto como referencial a ser buscado nesse momento. Tecnicamente hoje, mostra-se inviável, amanhã com o trabalho de restruturação e devolução da confiança de Marcelo de Oliveira ao grupo, quem sabe. Correto mesmo é que Fluminense, Atlético-MG e Grêmio estão MUITO a frente do Vasco. Mais do que isso, São Paulo e Internacional podem chegar com força. Não somente por seus times, como também pela tradição em chegar constantemente à tal competição, tendo o São Paulo como exceção somente nos dois últimos anos, mas que por anos chegou classificado seguidamente.

O que temos de melhor em time? Para mim, hoje, Fernando Prass, Auremir, Dedé, Luan e Wendel (como lateral-esquerdo); Nílton, Fellipe Bastos, Juninho e Felipe (curvo-me aos dois jogando juntos tamanha a inoperância que Carlos Alberto vem demonstrado); Tenório e Alecsandro. Todos esses com jogadas mais bem treinadas, consciência tática e comprometimento, acima de tudo. 

Desordem administrativa

As declarações controversas de Anníbal Rouxinal e de Nélson Rocha no decorrer dessa semana transparecem o que é real hoje no clube. Setores que parecem não se dialogar, problemas sendo postergados até chegarem ao seu limite e exporem o clube ao ridículo, como foi o noticiário do lamentável corte d´água em São Januário.

Não me importa saber em suas declarações quem está com a razão, se é que existe alguém certo nessa história. O clube JAMAIS poderia passar por um ridículo desses. Inadmissível em termos de Vasco. Sinceramente e até que alguém me prove em balanço com números, custo a crer que o Vasco como instituição não tenha nem dinheiro para honrar com seus compromissos patrimoniais dos mais básicos.

Confiar em que?

E a tirar desse lamentável episódio, o que a torcida do Vasco poderá esperar de um planejamento competente em 2013, se grande parte das receitas estão comprometidas, penhoradas ou já foram gastas com adiantamentos para se montar um time de futebol em 2011, coincidentemente (?) com o ano de um processo eleitoral. De onde tirar dinheiro para montar um time de futebol que seja capaz de nos devolver as alegrias do ano de 2011, até agora, o “ponto fora da curva” de um clube e de sua torcida em alegrias desde 2001?

E com a confirmação de Daniel Freitas à frente do futebol, sem VP de Futebol definido e com uma série de reformas que ainda hão de vir, o que esperar do planejamento com o mesmo profissional que já se mostrou, até então e também, igualmente desprovido de capacidade de enquadrar um regime de futebol profissional tal como implantado outrora, encabeçado por Rodrigo Caetano? O que o vascaíno poderá esperar para 2013, dado essa fase de transição que parece ser com contornos de dramaticidade, entre incertezas e riscos não estimados?

Alecsandro

As frases utilizadas por ele em entrevista na última semana refletem com fidedignidade, somente, aquilo de mais desastroso que existe hoje no Vasco. Falta controle para que jogadores experientes como ele não deixem externar, na imprensa, declarações de forma a transparecer insatisfação como as que ele deu (e com razão) e, ao que parece, diálogo entre quem cuida dessa parte de finanças com a direção de futebol, ou então, as explicações já não convencem mais a jogadores como ele conforme antes.

O curioso é reparar que o mesmo Alecsandro – outrora adulado por muitos – que repetia frases de que “confiava na diretoria”, agora não mais as repete. Como também seus aduladores não mais se aproximam de seu discurso como forma política de fazer valer uma situação fantasiosa de um bem-estar administrativo que JAMAIS existiu, ao menos nesse ano de 2012, e que já estava muito nítido aos olhos de quem está próximo, e nem tanto à torcida encantada com os “quase” resultados de títulos de seu time de futebol em campo.

A vida dá realmente grandes voltas, mas a verdade uma hora aparece e dói a quem custava enxergar.

A herança maldita da base

Galdino se foi, mas deixou um legado HORRÍVEL no time no qual “comandava”. Sem esquema, sem organização, sem inspiração. Há quem diga que o time júnior não treinava tática nem técnica: na maioria das vezes, rachões. Bem como há quem tenha me confidenciado que os garotos se reuniram para a Taça BH disputada recentemente, fechando-se em um pacto de darem a vida, se preciso fosse, por eles mesmos e superando-se até mesmo na ausência de um técnico a lhes instruir. Tudo isso passado para mim e presenciado no último sábado, em Aniceto Moscoso, ocasião no qual presenciei aos meninos perderem por 1 vs 0 para o Madureira.

Por tudo isso, é muito bom que a torcida do Vasco se conscientize de que somente poderemos ter resultados apresentáveis por nosso novo gestor da categoria – Mauro Galvão – bem como do trabalho do novo técnico Sorato dentro de algum tempo – arrisco-me a dizer uns dois anos, no mínimo. O descaso foi muito grande, o trabalho foi péssimo e há de se ter cautela e seriedade na reconstrução do que ficou. Vida nova daqui para frente é o que esperamos.

Na conta de quem, agora?

Um dos questionamentos da “peneira” da base em fevereiro desse ano e que resultou na morte do menino Wendell de somente quatorze anos foi o fato de que não havia pronto-atendimento médico no local. Uma ambulância equipada com desfibrilador.

Ainda nesse jogo de júniores válido pela Taça OPG, o atleta Paulista do Vasco teve que ser carregado na maca e colocado em um carro particular para que fosse removido ao pronto-socorro médico, isso porque tal como na “peneira” de fevereiro em Itaguaí NÃO HAVIA ambulância no local da partida. 

Mas, então: vale as regras e todo moralismo possível para o Vasco e para os demais clubes não vale ou não é interessante denunciar? Ainda que não conste no regulamento ou na lei de que deva haver algo desse tipo, por que na cobrança ao Vasco houve todo o discurso de bom senso e em demais praças de desporto essa mesma cobrança aparenta não ocorrer? O mesmo bom senso e a mesma fiscalização não deveria ser para todos?

Desafio lançado

Na ausência de reação de nossa silenciosa diretoria, não sei se a ASTORVA (Associação das Torcidas Organizadas do Vasco) ou até mesmo algum grupo de sócios, conselheiros ou simples torcedores pretende entrar com uma representação contra a MENTIRA dita por um jornalista que, de tão insignificante, nem sabia seu nome até ser pego de surpresa com seu comentário de suposto racismo contra o ex-treinador Cristóvão Borges. Tal como meu companheiro Hélder Floret já comentara em seu último texto, é muito improvável que esse senhor frequente as sociais do Vasco, local esse que em quase todo jogo estou presente e que NUNCA vi insultos raciais e DUVIDO que haja vascaíno que os tenha lançado.

Conforme comentara na Rádio Mitos da Colina na última sexta-feira, o Vasco como clube que é pioneiro defensor das causas de igualdade social e racial através de seus representantes deveria exigir a retratação desse senhor à falácia dita no espaço outorgado por sua emissora a um irresponsável como ele. No entanto, desde já, lanço-lhe como à TODOS que ousarem a acreditar nele o desafio de nos provar através de um vídeo as tais ofensas que ele declara que houveram ao, até então, treinador do Vasco. Do contrário, continuará a ser o mesmo jornalista que é, sem expressão, sem representatividade, e agora, mentiroso e sem escrúpulos.

“Toques finais”

1º) O legado a ser deixado com a Revitalização do entorno de São Cristóvão é incomensurável, bem como são admiráveis os esforços que André Pedro, Marcelo Paiva e um grupo de abnegados por essa causa têm feito para que isso seja confirmado, tal como a sede do Rugby homologada pelo poder público em São Januário! Em parceria com o SuperVasco, viemos mais uma vez ratificar ao vascaíno para que embarque nessa causa e deixe sua assnatura no portal www.webvasco.com ! Falta menos do que duas mil assinaturas para as dez mil e, com isso, uma maior pressão perante poder público por esse grande apelo vascaíno!

2º) Nos próximos dias, poderemos ter uma matéria exclusiva com nosso novo coordenador da base, Mauro Galvão. Gostaria que continuassem a enviar sugestões de perguntas para que as melhores sejam selecionadas e repassadas ao nosso ídolo de um passado muito glorioso e que, agora, empenha seu nome para uma árdua tarefa no qual já comentei e que lhe exigirá muito.

3º) Desde já, sintam-se convidados a participar do meu fórum de debates a respeito do Vasco criado por mim e cuja intenção é interagir ainda mais com o estimado amigo leitor. Basta enviar-me um e-mail ou uma mensagem de Twitter (como sempre, meus contatos estão no rodapé desse texto) informando-me seu e-mail para que eu possa realizar sua inclusão. Desde já para quem quiser, sejam muito bem-vindos!

 

Acompanhem-me, também, pelo www.webvasco.com  e às quintas-feiras pelo www.semprevasco.com  , além da Rádio Mitos da Colina em www.radiomitosdacolina.com.br  em parceria com o programa "Só dá Vasco", do companheiro vascaíno Márcio Santos!

Cristiano Mariotti

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Sigam-me pelo Twitter: @crismariottirj

 

cristianomariottiMestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI, é colunista do portal supervasco.com. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adotou São Januário como segundo lar e leva a cruz-de-malta no peito desde que nasceu.

Gostou? Então compartilhe!

Quem está nos visitando