Cristiano Mariotti

Superação a dez atos finais

 

Juninho e Felipe
Crédito da foto: Cristiano

Na suada vitória que obtivemos nesse último sábado diante do pior time do campeonato, o que pudemos observar mais uma vez foi a dificuldade que o Vasco tem tido para vencer seus jogos, mesmo perante os dois seguidos adversários que enfrentamos e que são as equipes mais fracas desse campeonato, fato esse comprovado pela tabela de classificação e suas ridículas colocações. Na teoria, tanto Atlético-GO como Figueirense estão, ao meu ver, virtualmente rebaixados para a segunda divisão.

Essa dificuldade começa a se explicar na escalação de nosso setor ofensivo. Para um técnico que gosta de dinamizar o ataque dos seus times, é muito pouco contar com laterais como Jonas e Feltri para o apoio, como também torna-se a cada dia mais desesperançoso para todos a volta de Carlos Alberto aos tempos em que, se não era brilhante, ao menos praticava um futebol útil para a equipe. Aliem-se tais fatores às fracas atuações do pseudocorredor Éder Luís com o isolamento de Alecsandro, o artilheiro de um toque só na bola, e seu eventual esforço de tentar fazer aquilo que não sabe fora da área dada a inoperância do conjunto ofensivo de coloca-lo de cara com o gol.

Portanto, o sexteto ofensivo que era para funcionar na prática torna-se incapaz de proporcionar um futebol que dê esperanças, ao menos, para nós vascaínos. Como fator complicador, ainda contamos com uma defesa composta por nosso melhor zagueiro que não está no melhor de sua forma física e técnica, ainda, ao lado de outro que nunca foi um defensor técnico e cujo seu fraco desempenho é agravado pelo longo período de inatividade. Para sorte de ambos, do time e da torcida, possuímos Nílton em grande fase e prestando um ótimo serviço na guarnição desse setor, porém notoriamente, ainda em descompasso de posicionamento com relação ao seu companheiro, Wendel, que alterna entre a proteção e o apoio ao ataque, dando a impressão em certos momentos parecer meio confuso sobre o que irá executar prioritariamente.

Nesse atual momento do campeonato em que faltam dez rodadas para seu término, Marcelo de Oliveira se vê com a missão de encontrar em curtíssimo espaço de tempo um time supere suas próprias limitações e que busque o terceiro lugar, pelo menos, de forma que o Vasco não dependa de um clube brasileiro não seja campeão da Copa Sulamericana e garanta, com isso, nossa vaga direta para a próxima edição. Nesse sentido, penso que ele deveria eliminar o máximo possível de problemas, a começar com as laterais: realizar um teste, quem sabe, com Fellipe Bastos na direita e deslocar Wendel para a esquerda seria uma opção dentro do possível.

No meio de campo, em lugar de Carlos Alberto, dar-se uma chance para que os meninos Jhon Cley ou Marlone (finalmente depois de muito cobrarmos, teve sua chance durante uma partida), ao lado de Juninho (ponto fora-da-parábola desse time e o MELHOR jogador para mim desse campeonato) na criação de jogadas. E já que Felipe pediu, estranhamente, para jogar mais recuado, por que não realizar uma tentativa de escalá-lo na cabeça-de-área, ao lado de Nílton e reforçando a qualidade do setor defensivo, até mesmo com uma bola mais refinada saindo em velocidade para o ataque? O correto é que nunca fui a favor de se ter Juninho e Felipe jogando juntos em todos os jogos, mas dadas as perdas que nós tivemos aliadas com o baixo rendimento de quem se esperava algo como é o caso do ex-camisa 19, então não nos resta muitas alternativas, de forma a privilegiar o lado técnico e dar uma “oxigenada” no time, mesclando a juventude que está a fim de mostrar futebol à experiência de quem já compõe esse time.

No restante, fica de positivo a ruptura sobre essa história chata de que Felipe e Juninho – dois mestres e baluartes da uma grande época de glórias de nosso clube – supostamente não se dão. A eles pela experiência e pelo que podem fazer pelos jogadores que são e por suas histórias no clube, depositamos a esperança por algo que ainda nos resta. Ainda assim, muito pouco para o que poderíamos almejar outrora.

Éder Luís vs Tenório

É impressionante como Éder Luís não consegue dar uma sequencia a uma jogada de forma inteligente. Para quem é ou já foi boleiro, sabe muito bem que uma das frases ditas é de que na falta de inspiração compensa-se com transpiração, ou seja, com muita correria mesmo que com um futebol limitado. Éder Luís, ao menos, voltou a mostrar isso nesse último jogo, mas está a muitos anos-luz de voltar ao futebol aceitável mostrado outrora, tampouco de recompensar tecnicamente para o time seu superinvestimento que, na prática, foi mais um dinheiro mau gasto tendo em vista um jogador de idade um pouco mais avançada e que nada tem de diferencial com relação a outros atacantes bem mais jovens e com uma relação custo-benefício muito melhor para o clube.

Por outro lado, Tenório que é, sem dúvida, o melhor jogador hoje de ataque do Vasco não consegue emplacar uma sequência de jogos. Quase todos têm a convicção que ele, hoje, seria a esperança de ataque para uma torcida ver bolas na rede com mais frequência, contudo, se não basta somente as poucas opções no qual ficamos em plantel ainda temos o agravante de sofrer com a falta de sorte em ver fora a nossa principal arma ofensiva, restando-nos somente rezar para que o mesmo Éder Luís volte a render um pouco mais. E que um novo encaixe possa ser dado em conjunto com o setor do meio de campo criador de jogadas, de forma a não tirar o artilheiro de um toque de seu habitat, fazendo-o passar a vergonha de tentar algo que não sabe fora da área.

Um grande equívoco?

“O Vasco tem um elenco grande e forte, em busca da Libertadores ou do título”.  (Felipe)

Com certeza, Felipe deu tal declaração ainda no calor do jogo. Pois na certa e em sã consciência, jamais daria uma declaração como essa de forma consciente. Caso contrário, seria um caso preocupante, pois não saberíamos se Felipe deixou de entender alguma coisa de futebol ou se estaria mentindo, supostamente, a serviço de alguém. Obviamente, só pelas carências em qualidade nas laterais e no ataque já é uma constatação de que sua afirmação não tem embasamento técnico válido.

Tal como ocorrera nas declarações dadas por Alecsandro de que “confiava na diretoria” (fraca) de nosso clube e que depois do episódio de seu desabafo em entrevista coletiva ninguém mais se atreveu a tomar suas declarações como forma de fazer política em favor dos irresponsáveis fatos que se sucederam ao longo desse ano até então, não me surpreenderei se aparecer amanhã ou depois pessoas (da própria diretoria que sobrou ou apaniguados políticos) utilizando-se dessa declaração como conforto ou possível justificativa para uma não-fortificação de plantel no próximo ano e prestando, assim, um desserviço para o clube.

Torcida do Vasco

Nem a emissora “toda-poderosa” de nosso país foi capaz de ignorar, dessa vez, tamanha festa que a torcida do Vasco em Goiânia fez nesse último confronto. O que mostra e ratifica, mais uma vez, a nossa força em território nacional, ao contrário de uma pesquisa (questionável) feita recentemente pela Pluri Consultoria que nos coloca no mesmo grupo de clubes provincianos, sem a devida reação de quem nos representa hoje ao ponto de questionar a seus métodos aplicados por não possuir um departamento de controle estratégico e operacional capaz de levantar seus próprios dados e monitorar a tais números, tendo base para contestação técnica.

Um exemplo que serve para a torcida aqui no Rio de Janeiro seguir. Ainda que NÃO considere que quem critica ou vaia ao time durante um jogo seja motivo para chamar o torcedor de “chato” ou coisa parecida como alguns chamam sem levar em consideração a impaciência de uma torcida mal tratada faz anos, acho interessante que deixemos de lado todo esse contexto e que a torcida vascaína aqui no estado possa tentar seguir a conduta da torcida de fora. Dali em diante, teríamos argumentos suficientes para, verdadeiramente, considerar nosso estádio um ”caldeirão” para os adversários. Nesse momento, inclusive, com o intuito de conquistarmos, ao menos como consolação, uma vaga para a maior competição sulamericana no próximo ano.

O que me acha somente atenção é que a torcida do Vasco que dava espetáculos no Maracanã e em São Januário em plena disputa da segunda divisão e que, antes era adulada, é a mesma que é considerada como “chata” hoje por conta de manifestar seu desagrado ao longo do ano, principalmente pelas más escolhas de nosso técnico anterior. Será que a torcida é elogiável quando apoia ao time em campo e “entuba” o que há de errado fora dele por conta das vitórias ou quando satisfaz aos interesses de quem espera que a mesma preste apoio à diretoria, mesmo em meio aos seus erros outrora apontados?

Para tocar o coração

O link que segue abaixo faz parte da fotogaleria do SuperVasco. Refere-se ao dia primeiro de julho de 2008, dia de posse de nosso atual Presidente, e que lá estavam presentes várias pessoas que hoje conheço, que verdadeiramente na época lutaram e apoiaram a transição de poder, tal como eu que estava em casa vibrando com o que poderia ser uma ampla renovação do clube em todos os sentidos para muito melhor e que, hoje, mostram-se descontentes com os rumos que o clube tem tomado. Com certeza por esses motivos, merecem meus totais créditos em suas críticas. Fica para os companheiros como reflexão.

Cerimonial de Posse de Roberto Dinamite em 01/07/2008 - Acervo Digital do SuperVasco 

Grupo de debates

A criação do fórum de debates a respeito dos assuntos de nosso clube foi com o intuito de uma relação mais próxima entre leitor e a pessoa tão vascaína como todos que aqui visitam que lhes escreve semanalmente. Contamos com mais de quarenta adesões até então. Portanto, sintam-se livres para que possam requisitar seus ingressos ao grupo, fazendo dele um canal a mais de comunicação e compartilhamento de ideias de forma a construir pensamentos do bem pró-Vasco, acima de tudo. Basta enviar uma mensagem para mim solicitando suas inclusões.

“Toque final”

Acerca de um mês atrás, eu tomei o cuidado de telefonar para o VP de Marketing Eduardo Machado para elucidar com ele a veracidade ou não sobre uma informação transmitida por um radialista esportivo antes que a mesma fosse propagada para todos como verdade absoluta, tal como muitas vezes ocorre em nosso cotidiano.

Sem gozar de uma falsa modéstia, essa minha atitude foi uma prova de como se trata com seriedade uma informação recebida antes de ser repassada, principalmente em um canal de comunicação de grande acesso como é o SuperVasco. Ouvir as duas partes envolvidas é o caminho mais adequado para quem zela pelo bom senso e relega toda e qualquer prática de torpeza, envolvendo mentiras e calúnias que podem gerar difamações sobre um inocente sem seu direito pétreo de defesa.

Em contrapartida, existem algumas pessoas que não têm coragem de dar a cara para afirmar e preferem a disseminação de contos, inverdades, calúnias e histórias com cunho politiqueiro e que alimenta somente as práticas de guerrilha tão combatidas dentro do clube para que um dia, quem sabe, possamos ter uma nova mentalidade não somente dentro do Vasco como, também, da política pública em geral e do mundo em que vivemos. 

Tais práticas abomináveis só mantêm minha certeza de que fizera o certo ao optar pelo pela isenção, pela liberdade de expressão de ideias de forma plena prezando pela verdade em público e pelo apartidarismo político, embora eu tenha a certeza de que a mentira dessa natureza que chegou ao meu conhecimento não veio do grupo de pessoas que tive o prazer de conhecer, e sim, de alguém irresponsável que não procurou a verdade e preferiu o caminho da mentira, de forma a me colocar contra as pessoas seja por quais motivos for. Como também tenho certeza de que quem conhece a mim e ao meu caráter como pessoa não acreditou em tamanha bobagem, algo que julgo como fofoca, e a isso não fica muito bem para nenhuma pessoa, seja de que credo, classe social ou orientação sexual for. 

Se os estimados leitores quiserem saber a minha opinião a respeito de algo em torno do Vasco de forma mais específica e tal como já venho fazendo desde o dia em que me tornei colunista e, mais tarde, colaborador desse projeto, enviem-me uma mensagem para o meu endereço eletrônico pessoal que encontra-se abaixo. O que posso garantir aos senhores e, de forma em especial, à pessoa no qual respeito muito que tomou a atitude correta em meio a tanta desinformação de corresponder-se comigo de forma direta em busca da verdade é que a suposta afirmação que eu haveria dado é mentirosa.

Acompanhem-me, também, pelo www.webvasco.com e pelo www.semprevasco.com  além da Rádio Mitos da Colina em www.radiomitosdacolina.com.br em parceria com o programa "Só dá Vasco", do companheiro vascaíno Márcio Santos!

Cristiano Mariotti

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cristianomariottiMestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI, é colunista do portal supervasco.com. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adotou São Januário como segundo lar e leva a cruz-de-malta no peito desde que nasceu.

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