Cristiano Mariotti

Lições que a história registra!

 

Vasco Campeão Carioca 1987
Crédito da foto: SuperVasco

Feliz todos nós fomos pelos resultados obtidos por nosso amado clube durante a década de 1990, principalmente! Falo dela em especial porque tratou-se da época de minha adolescência, quando a cada dia mais amava a clube do coração de meus pais, de minha família no geral e que fui conduzido a torcer e a me orgulhar por cada conquista, por cada gol, por cada emoção vivenciada! Período mágico que me leva à nostalgia até hoje, porém não me canso de parar e me transportar para aqueles tempos, em que fôramos todos muito felizes!

Estudava na escola pública naqueles tempos. Aliás, com exceção da minha graduação, sempre estudei em instituições públicas. Naqueles tempos, mais especificamente no ano de 1987, minha vaga lembrança me faz reviver que, com oito anos de idade, estava eu lá acompanhado de meus pais nas antigas cadeiras azuis do “maior do mundo” – Maracanã. Naquela tarde, algo de especial estaria por acontecer. Obviamente, não entendia muito de futebol, a não ser algumas palavras que meu pai e minha mãe me faziam repetir constantemente: “Roberto”, “Romário”, “Geovani”, “Acácio”... e quem disse que eu, criança, precisava as entender?! Bastava sentir, se emocionar, vibrar com a vontade que DEUS nos deu! 

Mas foi um nome em especial que naquela tarde nos fez explodir e à toda uma nação contra um time em vermelho e preto que, desde quando criança, aprendemos a rivalizar e a nos opor como “inimigos número um”. Claro que no campo da esportividade, pois no apagar das luzes e no transcorrer da vida, a mesma continua e muitas das pessoas que são, hoje, opostas a nós no Maracanã, hoje mesmo ou no dia seguinte estão ao nosso lado, encarnando-os ou sendo encarnadas por nós pela vitória – mais uma – de nosso time! Voltando à esse nome em especial que marcou aquela tarde de domingo: não era muito conhecido para mim, pois não era dos nomes que meu pai e minha mãe me faziam repetir com frequência. Mas pouco importa: os sentimentos maiores de alegria e emoção são os que valem no momento de festejar. Palavrinha pequena, quatro letras apenas: Tita! Parecia “Tia” ou “Tio”, designação que damos, quando crianças, aos mais velhos que nos educam e que nos acompanham! “Tio” Tita, então, para mim! Fez uma nação toda explodir e festejar a mais um título sobre o arquirrival que ficava vermelho de vergonha de tanta bordoada que tomava do time da cruz-de-malta naqueles gloriosos tempos! No final, campeão! Ali mesmo, mais uma palavrinha, agora, que meus pais me faziam repetir e levar para a escola no dia seguinte: “CAMPEÃO”!

No ano seguinte em pleno verão carioca, algo inusitado: voltávamos da praia no final da tarde de domingo. Estávamos no carro: meu pai ao volante, minha mãe, meu primo (quase a mesma idade do que eu), meu tio e minha tia. No rádio, algo estava acontecendo no Maracanã: tarde em que nosso clube debutava mais uma peleja contra aquele mesmo rival do título de 1987, ano anterior. Quando criança, confesso-lhes que é assim mesmo: não é todo jogo que ligamos. Muito pelo contrário: somente aqueles especiais. E enfrentar aquele clube era tão especial que já éramos educados a nos sintonizar e a viver aquele dia como se fosse especial, na verdade, um campeonato de emoções à parte, em que  troféu recebido pelo ganhador não era físico, mas sim, abstrato. Afinal, qual troféu por mais belo que seja é capaz de representar a felicidade de vencer aquele mesmo clube?! Óbvio que nenhum! 

Mas no futebol, nem tudo é somente alegria e naquela tarde, o “troféu” foi para eles: 1 vs 0, gol de um tal de Renato, a quem meu pai já me ensinava, desde cedo, de que não tinha “a cara do Vasco”. Meu primo, então, se declarou no carro: vibrou esfuziantemente ao ouvir ao gol do tal de Renato! E nós, lá no carro, inclusive seus próprios pais a contestá-lo! Que decepção, principalmente, para meu tio: mineiro, vascainíssimo roxo e com aquele “abacaxi” agora em mãos: seu filho – a quem comemorava conosco um título no ano anterior – prestes a “virar casaca”! Meu pai deu “graças a DEUS!” que eu estava “blindado” por ele e por minha mãe contra a impregnação dessa “doença”...

E não precisava nem fazer esforço para tanto: o Vasco era valente, era guerreiro! Naqueles tempos quando perdíamos uma para esse mesmo rival, entrávamos com “a faca entre os dentes” no jogo seguinte! E a reação foi devastadora para eles: uma sequência de cinco vitórias seguidas na época! Claro que tiveram duas dessas que me fazem lembrar até hoje: numa tarde de domingo, em que meus amigos vizinhos, crianças tal como eu e meu primo (que por pena de seu pai, voltou a “ser” Vasco, pelo menos até se decidir a se contaminar de vez um ano depois e a nunca mais largar essa “doença”), trajados de vermelho-e-preto bateram na porta de casa e começaram a vibrar com o primeiro gol do time deles, um tal de “Bebeto”, e a cantar vitória ainda no primeiro tempo daquilo que nós víamos como mais uma decisão de campeonato – dessa vez, valia troféu mesmo: estava em jogo o título do Campeonato Carioca, outrora declarada “Copa Rio” e que anos depois mudou de nome. Jogos esses transmitidos todos pela “ finada Rede Manchete (saudades, inclusive, de um jornalismo sério como era e não conforme nos induzem a ser hoje). No final, cadê esses mesmos amigos para que pudéssemos rir por último e melhor em suas caras?! Uma virada, uma vitória: mais uma, por sinal! Mas disse minha mãe para nós: “ainda tem mais um jogo daqui a três dias! Não contemos com o ovo da galinha ainda porque ainda resta uma batalha...”

E lá estávamos nós, naquela quarta-feira à noite, de novo defronte à TV sintonizada na Rede Manchete! Todos, sem exceção, e sempre os mesmos que davam sorte quando torciam juntos: pai, mãe, primo, tio, tia e eu! De quebra, meu avô paterno chegou na hora também do jogo! Partida dura, muito dura, por sinal! Jogo no 0 vs 0 e a todo momento, todos repetindo para mim e meu primo: “o empate é nosso”! Mas quem disse que aquele time se contentava só com o empate?! Foi bonito, foi lindo...foi SENSACIONAL! Uma arrancada de um desconhecido “Cocada”, um drible seco... UM GOLAÇO! Uma alegria de todos digna de um grande evento: uma vitória sobre um adversário, mais uma... mais um título para festejar!

No dia seguinte, olhava para meus colegas de rua, meus amigos de turma e dava pena como eles me olhavam, querendo inclusive me “esganar”! Alguns me chamavam de “idiota”, “só porque seu time ganhou” você fica “feito bobo alegre”! Sim, eu era um “bobo alegre”! Aliás, queria ser até hoje aquele “bobo alegre” que comemorava mais contra esse rival do que comemora hoje, de uns tempos para cá! Queria que aquele título, aquela vitória há mais de vinte e quatro anos não tivesse sido, até hoje, a última vitória em uma decisão direta – em que o título ao final ficou conosco – sobre aquele oponente, valendo um campeonato como todo e não somente a turnos de campeonato! Chances, nós tivemos: TODAS elas desperdiçadas: 1999, 2000, 2001, 2004, 2006, 2011... 

Mas conforme afirmara anteriormente, no esporte é assim mesmo: um dia é da caça, e outros, dos caçadores! Naquele mesmo ano, acompanhei mais atento com meus pais toda aquela campanha da Copa União! Vibrava e chorava muito, nas vitórias e nas derrotas! Como não vou me esquecer daquela campanha maravilhosa e daquela tremenda injustiça que ceifou de nós as chances de coroarmos a mesma com o título para lá de merecido?! Foi quando aprendi a reconhecer a outra “face da moeda”: a chamada “pedra no caminho”. Um rival em três cores, no qual nos dava muito mais tristezas naqueles anos de 1980 do que, propriamente, alegrias. E estava lá, em nosso caminho. Se quiséssemos ser campeões, teríamos que superar a nossa própria “freguesia” diante esse tal que, ao que consta na história, tinha umas vinte vitórias a mais sobre nosso clube nos confrontos diretos. Eram dois jogos, dois duelos: o primeiro em uma tarde de domingo, sem TV aberta e somente no radinho que muito ruído tinha, ouvimos um gol do Vasco: CONTRA, infelizmente, de “um tal” de Zé do Carmo! Um a zero para eles: fim de jogo e choradeira de uma criança de nove para dez anos de idade (eu). Meu pai e minha mãe junto com meu avô, naquela tarde, me disseram: “vai ter outro jogo! Acalme-se... Quarta-feira, será nossa vez!”

escritaantigaE chegou a quarta-feira! Outra chance de se quebrar uma velha "escrita", descrita por muitos jornalista na época e de ciência da parte majoritária de nossa torcida! Pelo velho radinho de pilha, nossa família unida escutando... Gol: um a zero, rival em três cores! Pronto, veio a decepção e a vontade de chorar, mais uma vez! Mas veio, logo a seguir, a alegria pelo empate! Aliás, segundo disse no rádio, um golaço de um garoto chamado Bismarck! Fim de primeiro tempo e o empate era deles! Veio o segundo tempo e nada do desempate ao nosso favor sair! Agoniado, comecei a temer pelo pior... não queria chorar mais na frente de meus pais e me tranquei no banheiro, já com lágrimas nos olhos quase vertendo... foi quando em um determinado momento, escutei uma explosão de alegria: GOL DO VASCO!!! LEONARDO, zagueiro, jovem assim como Bismarck! 2 vs 1 Vasco no finalzinho do jogo! Acabou?! Não! Ainda tinha a prorrogação! Mas como que O MELHOR time de todo campeonato ainda deveria debutar na prorrogação, cansado pelo esforço que fez durante os noventa minutos, para confirmar sua classificação?! “É o regulamento...”, disse meu pai para mim! Não compreendi direito, mas tudo bem... ou melhor, nada bem: perdemos na prorrogação, por 2 vs 0! Fui dormir chorando muito! Meu pai, meio sem paciência, desliga a TV (naquela época, só a prorrogação foi transmitida pela “toda-poderosa”) e me manda ir para a cama! 

No dia seguinte, mais calmos, meus pais me explicam: “faz parte, meu filho!” Naquele momento, havia conhecido mais uma face que faz  com que o esporte seja assim, apaixonante, e em especial o mais popular que é o futebol: nem sempre o resultado é o mais justo! “Pedras no caminho” aparecem, mas ao invés de me “fazer de coitadinho” e me acovardar com elas, na educação que meus pais me passaram, ambos me ensinaram a fazer dessas “pedras” uma chance para um recomeço MUITO melhor! E me disseram: “não foi dessa vez, mas nosso dia vai chegar, tal como chegou contra o rival de vermelho e preto e tantas outras vezes...”. Tive que me conformar, que aceitar e ouvir, ao menos deles, de que como prêmio pela excelente campanha, a torcida do Vasco – MUITO MAIS UNIDA do que atualmente – cantou o nome do clube, muitos chorando e aplaudindo de pé ao esforço daqueles homens que deram todas suas forças por nossa camisa! Tempos MUITO diferentes dos de agora, com certeza...

Aquele ano já era 1989. Mais precisamente, mês de fevereiro, em que se decidia o campeonato de 1988. Não preciso dizer que, na minha inocência, eu queria torcer dali em diante para que aquele time em três cores fosse o campeão, e meus pais me retrucaram: “tem que torcer por eles coisa alguma!”. E eu, inocente, disse: “Mas é pelo bem do Rio que...” e sequer completei a frase e minha mãe se intrometeu: “pelo bem do Rio, nada! Você acha que esses tricolores, seus coleguinhas de escola iriam torcer por nosso time se estivéssemos agora, na disputa?!” E me convenceram do contrário! E ainda me disseram: “O Vasco é um time valente e humilde, e na humildade de ter que disputar novamente, um dia o troféu que escapou será nosso!” Repito: já era 1989!

E sobre essa história, eu conto em detalhes em meu próximo texto...

Pensamentos de um futuro pai vascaíno

Hoje, mais de duas décadas após esses fatos descritos, estou prestes a ser pai de uma vascaína Manuela, desde já declarada como seguidora da cruz-de-malta por mim! Embora não dependa somente de minha boa vontade... 

Naqueles tempos, era MUITO mais fácil para meu pai me convencer a torcer pelo nosso clube: tínhamos time, vitórias seguidas e títulos disputados em igualdade de condições com nossos rivais. Sobre o Flamengo, inclusive, recaía a alcunha de “vice”, cruz hoje imposta pela mídia “toda poderosa” (em especial) a nós, e que naquela época eram eles os vice-campeões de fato, aliás tri-vices cariocas, com direito a tirar o Botafogo da “fila” no qual se encontrava. A cada título que ganhávamos, meu pai e minha mãe me ensinavam a lição de que “faz parte do jogo” o Vasco ter suas conquistas não tão exaltadas quanto tinha nosso arquirrival. Mas que, ainda assim, era como se fosse um “tempero” a mais olharmos para quem torcia para eles e impormos nosso respeito “contra tudo e contra todos”, inclusive contra a turma do “arco-íris”, muitos que torciam contra nós por ter sentimento de raiva contra aquele Vasco com V de valente, V de vitorioso e V de vencedor. Tal união era bem justificável, pois em minha sala de aula e em minha rua, por exemplo, dificilmente encontrava uma criança ou adolescente como eu naqueles tempos que fosse botafoguense ou tricolete. Aliás, cresci sob o discurso de que o futebol do Rio de Janeiro era resumido em expressão a Vasco e o arquirrival somente. E a verdade era essa: me surpreendia quando os outros dois eram campeões, ou seja, “uma vez ou outra”...

A maior prova dessa parcialidade da mídia e no qual aquele modelo de clube se impunha contra tal como suas raízes foi a maximização do título de 1991, em que TODA a imprensa tratou o rubro-negro como se fosse o campeão do mundo. Também pudera: eles estavam há mais de cinco anos sem um título estadual e, desde a polêmica Copa União de 1987, eles só haviam conquistado ao “Torneio da Cerveja” de Hamburgo, em 1989 durante épocas de excursão “Bye Bye, Brasil!” conforme nosso calendário permitia aos clubes em meados de junho antigamente...

Ao ver o modelo derrotista, com discursos tímidos e pouquíssimas coisas a se orgulhar no presente e aos adversários, outrora somente campeões “uma vez ou outra”, penso nesse momento: qual argumento utilizar para que minha filha, no futuro, seja vascaína, seguindo a mim e à minha família? Como explicar para ela que nosso time é um GIGANTE se nem uma notícia boa somos capazes de gerar nesse presente atual? Títulos, então... Como explicar que nosso clube se contenta com um a cada cinco, seis anos...OITO anos para conquistar um, inclusive? E os campeonatos à parte: como explica-la que, até hoje, para o arquirrival MUITO vale e para nós, no atual presente, NADA? Que o encanto dessa sadia rivalidade dentro de campo acabou, tal como o sentimento de querer sempre mais a todo momento. Como doutrina-la a isso e a lutar “contra tudo e contra todos” se aceitamos a tudo que todos nos impõem, de forma serena e com sensação de impotência?

Tal como diz o provérbio “não há bem que sempre dure e nem mal que nunca se acabe”, aguardo com um pouco mais de trabalho e sabedoria dos vascaínos que “tocam a caravela” ou aos que vierem “a tocar” no futuro por essa mudança de rumo. Pelo bem da nova geração  de vascaínos, simbolizada em minha família pela minha já tão amada Manuela!

A esperança do “8-3”

Vasco tri-Campeão CariocaAs palavras de René Simões me fazem, ao menos, ter o alento hoje de que, depois de MUITO tempo, volta a aparecer algum profissional em São Januário que se espelhe em nossas raízes e tenha vontade de dignifica-las, com intenção de começar um trabalho a longo prazo para formar um time tal como, por exemplo, o de 1994, tricampeão carioca em que, de todos os titulares daquele jogo final contra o Fluminense, nada menos do que OITO eram oriundos da base do Vasco: Carlos Germano, Pimentel, Cássio, Leandro Ávila, William, Yan, Valdir e Jardel (em substituição ao nosso finado Dener, igualmente campeão mesmo que não mais entre nós no dia desse jogo). E que ainda tinham os bons Alex, Bruno Carvalho, França, Gian, Hernande e Pedro Renato a compor o plantel.

De fato e por questão de justiça, se o bom trabalho de recuperação da base e que revelou jogadores como Pablo, Souza, Alex Teixeira, Phillipe Coutinho e Alan Kardec iniciado em 2004 e tendo à frente o Grande Benemérito José Mourão não tivesse sido interrompido em 2008, talvez hoje essa realidade estaria mais próxima de nós. Agora e sem interrupção, essa prospecção por talentos de boa qualidade para formar um time nesses moldes, para mim, só a partir de 2016 em uma previsão bem otimista. Que assim seja.

“Toques finais”

1º) Tal conforme escrevera em meu último texto, Juninho é o símbolo que melhor representa o vascainismo, hoje, dentre TODOS os que estão no clube. Para seduzi-lo a ficar tem que se apelar pelo aspecto emocional e pelo sentimento de idolatria que a torcida possui sobre sua figura. Por dinheiro e pelo padrão de vida em se morar no Rio de Janeiro, não será. Por parte do Vasco, em especial, não há dinheiro para cobrir qualquer oferta oriunda de clubes mais ricos financeiramente. Pelo que foi apresentado ao jogador, um plano de carreira como gestor no futuro é uma ótima oferta. Principalmente para o Vasco, que precisa a cada dia mais de caráteres como Juninho, até mesmo pela formação de uma nova geração de torcedores vascaínos.

2º) Em retribuição à sua lembrança com relação a mim, gostaria de desejar toda a felicidade e sucesso em suas escolhas de sua vida para o companheiro Helder Floret, que se despediu nessa última quinta-feira do Projeto SuperVasco! Estamos todos juntos, independentemente de pensamentos convergentes e divergentes, por um Vasco MUITO MELHOR!

Acompanhem-me, também, pelo www.webvasco.com e pelo www.semprevasco.com  além da Rádio Mitos da Colina em www.radiomitosdacolina.com.br em parceria com o programa "Só dá Vasco", do companheiro vascaíno Márcio Santos!

Cristiano Mariotti

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cristianomariottiMestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI, é colunista do portal supervasco.com. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adotou São Januário como segundo lar e leva a cruz-de-malta no peito desde que nasceu.

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