Marcelo Resende

Último passo para mais um teste

 

 

Amigos,

A Taça Guanabara vai se arrastando para os momentos decisivos. Há quem diga que os turnos só começam de verdade a partir das semifinais, tamanha é a previsibilidade dos classificados.

Os clubes grandes do Rio, no estadual, podem passar um pequeno sufoco para garantir a vaga na próxima fase dos turnos – como o Vasco este ano e o Flu ano passado – mas nada que os impeçam de chegar às finais. Acabam levando vantagem, seja técnica, financeira, torcida, planejamento etc. De vez em quando há umas surpresas para mudar o quadro, somente de vez em quando.

Com o nosso Vasco não é diferente. Na fase de grupo dos dois turnos podemos oscilar, ano a ano, entre ótimas e campanhas que nos colocam em risco. Porém, nos classificamos. A única diferença é quando chegamos às fases finais. Ultimamente, o Vasco tem um carma dentro de São Januário que bloqueia o time nas decisões, principalmente estaduais.

No Estadual 2012, ainda tínhamos um bom time, era quase o mesmo elenco vitorioso de 2011. Fizemos boa campanha nos jogos de grupo e fomos às semifinais contra o nosso maior rival. Aniquilamos a mulambada nos dois jogos, ganhando à maneira histórica vascaína: de virada. E que viradas sensacionais foram aquelas.

Tanto na final da Taça Guanabara como da Taça Rio, chegamos com moral. Vitórias no Clássico dos Milhões com propriedade. Até que chegamos à final dos dois turnos e o que aconteceu? Ninguém sabe explicar até hoje. O time do Vasco foi completamente apagado e omisso, jogando como um time pequeno qualquer diante de Botafogo e Fluminense: 3×1 nos dois jogos. É difícil até de lembrar, pois contra o Fluminense eu estava no Engenhão.

Esse ano, ao contrário do ano passado, há muito menos confiança, por razões óbvias, em relação ao time do Vasco. Isso deveria nos servir como alento, motivação para provar, mais uma vez, que somos Gigante para a Flapress, ou seja, mais um teste para nós. Teremos o último jogo da Taça Guanabara no próximo domingo, dependendo do Botafogo e com o Gigante da Colina vencendo a partida contra o Duque, é possível que nos classifiquemos em primeiro do grupo, enfrentando nas semifinais, ao que tudo indica, o Fluminense, que tomou um sacode essa semana do Grêmio pela Libertadores dentro do Engenhão, onde está focado neste início de temporada.

O time precisa de reforços, todos sabemos que sim. Dinamite errou muito nos últimos anos, porém, estamos passando por mais uma reformulação agora. É o início do trabalho do Cristiano Koehler na direção-geral, que tem como um dos principais projetos, além da reestruturação financeira, a construção da nova arena de São Januário;  e René Simões como o diretor-executivo, atuando ao lado de Ricardo Gomes para montar um time competitivo novamente, dentro de nossos limites. Esse é o momento de plantar para colher lá na frente, é um novo trabalho a longo prazo, assim como foi com Rodrigo Caetano.

Portanto, para agora, resta-nos confiar no que vem sendo feito, mesmo com alguns insucessos ocorrendo no caminho. E nessa primeira fase do estadual, temos que terminar  e focar na semifinal e quem sabe beliscar alguma coisinha ainda nesse primeiro semestre. Não temos um dream team, mas o Vascaíno acredita sempre no seu time do coração, mesmo lembrando do histórico recente.

É hora de apoiar e acreditar, galera.

Saudações Vascaínas!

Marcelo Resende

 

Marcelo Resende é colunista dos sites http://canelada.com.br/vasco e http://vozesdacolina.com.br. Visite!

marcelo.resendeAluno de jornalismo da UERJ. Vascaíno singular, que faz de São Januário sua segunda casa. A vida me fez Vasco, e eu fiz do Vasco a minha vida: "Vasco é minha vida, minha história, meu primeiro amigo".

 

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