Marcelo Resende

A incerteza vascaína

 

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Amigos,

Nosso momento atual não nos favorece. Dos quatro grandes do Rio de Janeiro, a mídia nos coloca como a quarta força do estado. Isso não é novidade para ninguém, pois de longe somos os queridinhos da mídia Flapress.

Temos muito problemas, a maioria gerada pelo desequilíbrio financeiro. Como eu já disse aqui em outra coluna, estamos nos reformulando, outra vez, depois do ano perdido que foi 2012. Dinamite reconheceu sua incapacidade administrativa e a necessidade de pessoas competentes no comando do clube. Com isso, foi atrás de um sonho antigo para o comando do futebol vascaíno, René Simões. Viabilizou o retorno de Koehler para fazer o papel de “presidente remunerado”.

Com o novo diretor-geral, Dinamite parece ter se afastado um pouco das decisões, ficando somente a par dos acontecimentos, dando total liberdade para Cristiano Koehler, que trouxe mais uns cabeças para profissionalizar de vez o comando vascaíno. Referente a isso, saiu no “Lancenet” esta semana que os atuais VP’s de diversos setores do clube estão insatisfeitos, ameaçando o abandono dos cargos, por terem seu poder de decisão diminuído com essas novas pessoas no Gigante da Colina.

Se Dinamite não desse carta-branca a Koehler não haveria o por quê de sua contratação para administração do Vasco, pois o mesmo ficaria impossibilitado de colocar suas idéias e planos em vigor, esbarrando sempre nos egos, muita das vezes, dos VP’s. Se for melhor para o Vasco a saída dos mesmos, agradecemos pelos serviços prestados e a porta da casa está aberta para uma possível volta no futuro.

Levando em conta que seja verdade essa notícia do Lancenet, vejo com muito bons olhos essa nova implementação e a carta-branca dada pelo presidente. Parecíamos sem rumo, sem uma filosofia de trabalho bem definida. Sem contar na provada capacidade de Koehler, que trabalhou na construção da nova arena gremista. Essa insatisfação é um bom sinal, prova que realmente o trabalho de Koehler busca algo novo, e temos circunstâncias para acreditar nos rumos tomados pelo mesmo, o seu bom trabalho feito no Grêmio no último ano.

Os resultados, está claro, serão vistos num longo prazo. Possíveis insucessos agora, no início do trabalho, pode colocar a incerteza nesse trabalho vascaíno, porém temos que saber que com o tempo, veremos os resultados positivos, como foi com Rodrigo Caetano, mal comparando. De fato, é o que esperamos.

Bernardo

Não consigo entender o porquê de o técnico Gaúcho insistir em não utilizar o Bernardo. Titular contra o Caxias pois não tem como jogar com Tenório e Leonardo. No início da Guanabara, sem dúvidas foi um dos nossos maiores destaques, ao lado do Carlos Alberto. Nosso treinador deu uma entrevista dizendo que Bernardo não foi bem contra o Flamengo e contra o Bangu e acabou pagando por isso, tendo de ser sacado do time titular. Gaúcho, então, teria de sacar quase que o time inteiro, uma vez que nesses dois jogos fomos completamente diferentes das primeiras partidas e muitos jogadores não renderam nas duas derrotas, como o Dedé.

Bernardo é um dos nossos principais jogadores, além de ser o único que consegue levar perigo ao adversário nas bolas paradas. Ele tem vaga no meio-campo do time, seja quem for o ataque. O “problema” disso talvez seja o Carlos Alberto, Gaúcho não o vê como homem de ataque e prefere atuar com um homem de referência lá na frente. É possível montar um esquema com dois armadores (Bernardo e Cazalbé) e dois atacantes, em condições normais, seriam Éder e Tenório, que vem esgotando a paciência da torcida de tanto que se machuca.

Patrocínio

Essa semana saiu a rescisão de contrato com a estatal Eletrobrás. Se com ela estava difícil, imagine sem ela. O torcedor vascaíno, como nunca antes, torce para que namoro Vasco-Nissan realmente seja verdade e que chegue a um final feliz. Especula-se que a Nissan patrocinaria o Vasco pagando R$ 25 milhões por ano. É um ótimo negócio, pois recebíamos 16 da Eletrobrás. Sendo mesmo verdade para efeito de comparação, o ATUAL CAMPEÃO MUNDIAL, receberia apenas 5 milhões a mais que nós. A Caixa Econômica Federal paga 30 milhões ao Corinthians por ano. Fecha esse negócio aí, Koehler.

Por fim, último jogo da Taça Guanabara. Terminar bem essa fase de grupos e chegar focado à semifinal. Como o novo trabalho no Vasco é a longo prazo, insucessos agora podem aparecer, no entanto, não é hora de incertezas, de desacreditar e muito menos deixar de apoiar. Com um pouquinho de sorte, dá para conseguir um titulozinho nesse primeiro semestre.

Marcelo Resende

 

Marcelo Resende é colunista dos sites http://canelada.com.br/vasco e http://vozesdacolina.com.br. Visite!

marcelo.resendeAluno de jornalismo da UERJ. Vascaíno singular, que faz de São Januário sua segunda casa. A vida me fez Vasco, e eu fiz do Vasco a minha vida: "Vasco é minha vida, minha história, meu primeiro amigo".

 

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