Marcelo Resende

Uma vez freguês, sempre freguês

 

Bernardo-Vasco

Amigos vascaínos,

Como podem duvidar desse Vasco? Sei que não vencemos nada ainda, estamos longe disso por sinal, mas como ainda conseguem nos menosprezar, dizendo ser surpresa toda vez que chegamos perto de um título?

O Vasco mostrou no Engenhão, neste sábado, o porquê de ser o time da virada. Depois de levar uma virada e ficar perto da desclassificação, o incrível e batalhador time de Gaúcho, conseguiu virar contra o Fluminense, time dado como favoritíssimo para vencer essa semifinal, quiçá o estadual.

Do que adianta se o Fluminense tem um patrocinador forte? Do que adianta o Fluminense ser o atual campeão brasileiro? Do que adianta o Fluminense ter um um dos melhores elencos do país? Do que adianta o Fluminense ter um elenco 3 vezes mais valioso que o do Vasco?

Nada!!!

O Vasco apenas precisou ser Vasco: o time da virada. Aquele que, quando não dá na técnica, vence na garra, na vontade, no coração. Vencemos na alma, na vontade de um Bernardo explosivo, de um Mito melhor zagueiro do Brasil, no bom posicionamento do goleiro Alessandro, na condução de jogo do Carlos Alberto, nas escapadas do Éder Luis, no preciosismo do passe de Dakson e no excelente posicionamento de Romário, fazendo jus ao nome que seus pais lhe deram.

O Vasco apenas precisou ser Vasco: o clube de todos, sem distinção, povão, agregador. O clube que tem torcida, o clube que tem tradição, o clube com uma História única no futebol brasileiro, o clube cuja sua camisa coloca respeito no adversário que, temido, apequena-se em todas as circunstâncias, diante de uma torcida GIGANTE, apaixonada, que não o abandona de nenhuma maneira.

Neste sábado no Engenhão, estive presente para apoiar o meu time. E senti dois sentimentos controversos: um foi o prazer de ver a torcida tricolor sendo engolida pela nossa, não se ouvia a torcida tricolor, até porque eram poucos em comparação à Imensa Torcida bem feliz; e o outro foi a inveja da torcida do Fluminense, puderam assistir de frente a festa da torcida vascaína, toda aquela explosão, toda aquela vontade, mostrada no grito, no peito e na alma de todos aqueles vascaínos presentes. Uh, pula aêh, deixa o Caldeirão ferver!!!

Que presente de aniversário teve o técnico Gaúcho, hein?! Uma vitória que lava qualquer espírito, que dá confiança para qualquer batalha, que agiganta cada vez mais um clube já gigante. Dá moral para um elenco que apanha diariamente da mídia Flapress, sempre colocado à margem, como a quarta força do futebol do Rio de Janeiro. O Vasco, por sua natureza, não precisa provar nada a ninguém.

Não vencemos nada ainda. Porém, estamos a um passo de voltar a comemorar o título de um turno do estadual. Na final contra o Botafogo, teremos outra vez a vantagem do empate, que pode se tornar uma arma perigosa. Só não podemos voltar a nos trancar no campo de defesa, como fizemos no primeiro tempo dessa semifinal, e chamar o adversário para nos atacar a todo momento. Só mudaria isso em nosso time atual, uma postura menos defensiva. Não temos o melhor elenco do Brasil, mas mesmo assim não lhe abandonaremos, Gigante da Colina.

O Vasco, ah(!)… o Vasco é Vasco. Gigante pela própria natureza.

Um, dois, três… essa porra é freguês.

Saudações Vascaínas!

Marcelo Resende

 

Marcelo Resende é colunista dos sites http://canelada.com.br/vasco e http://vozesdacolina.com.br. Visite!

marcelo.resendeAluno de jornalismo da UERJ. Vascaíno singular, que faz de São Januário sua segunda casa. A vida me fez Vasco, e eu fiz do Vasco a minha vida: "Vasco é minha vida, minha história, meu primeiro amigo".

 

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